Buzzero.com no Estado de Minas

Aprendizado a um cliqueAutonomia de tempo e economia são atrativos de cursos on-line nas mais variadas áreas, de crochê a informática

Estado de Minas

Publicação: 28/10/2010 12:46 Atualização: 28/10/2010 12:51

Dirce Galvão aprendeu a elaborar projetos e aplica seus conhecimentos para ajudar uma organização não governamental de Belo Horizonte (Shirley Pacelli/Esp.EM/D.A Press)
Dirce Galvão aprendeu a elaborar projetos e aplica seus conhecimentos para ajudar uma organização não governamental de Belo Horizonte

Corte-e-costura, paisagismo, crochê, iniciação em rapel, reeducação alimentar e acredite, até mesmo de como lavar e passar roupa. É possível aprender tudo isso sem sair de casa. É o que atestam os alunos dos cursos on-line oferecidos pelo site Buzzero (www.buzzero.com), como a aposentada Dirce Galvão e o comerciante Michael Borges. O espaço virtual é uma versão 2.0 dos sites de ensino a distância, nos quais, além de aprender, o internauta pode ensinar e ser remunerado por isso. São cerca de 1,2 mil cursos (pagos e gratuitos) das mais diversas áreas de conhecimento.  O Buzzero é membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e recebe cerca de 7 mil visitantes por dia, com aproximadamente 300 matrículas diárias.

A mineira Dirce Galvão, aplicou o conhecimento do curso de elaboração de projetos, em uma organização não-governamental na qual trabalha como voluntária e que desenvolve projetos de intervenção social na Região Leste de BH. ” Estou sempre colocando em prática o que aprendi, vale a pena. Paguei R$ 59,90 e fiz o curso de 30 dias. Você administra seu tempo, faz aulas de madrugada, nos fins de semana e pode revê-las quando quiser “, conta Dirce. Segundo ela, as aulas são interativas, com áudio, ilustrações  e vídeos. Mas avisa: “É preciso disciplina para organizar o tempo e completar o aprendizado”.

Dono de uma agência de turismo em Pederneiras (São Paulo), Michael Borges decidiu fazer um curso on-line depois de descobrir que na região não havia aulas presenciais no seu ramo. “Achei o site no Google e fiz o curso para guia de turismo. O valor é bem acessível e não há gastos com transporte e alimentação”, justifica. Ele aprendeu a atender melhor os clientes, pois agora tem uma linguagem mais apropriada junto ao público-alvo. Para ele, é essencial procurar empresas credenciadas para fazer esse tipo de curso. “Você também pode ter dúvidas num curso a distância, elas são resolvidas por e-mail. Não há problemas.”

Já a baiana Lucielma Carneiro fez um curso numa área mais prática: corte e costura, somente como hobby. “Meu esposo me inscreveu depois de me dar uma máquina de costura de presente. Não tinha noção de nada. Agora, já fiz saia e vestido para mim”, revela Lucielma. “Os R$ 29,90 que paguei valeram a pena. Deu para aprender realmente. Se fosse para pegar um pano e fazer uma peça eu não saberia. Todo domingo agora tenho roupa nova para sair”.

TENDÊNCIA Segundo Robson Catalan, diretor de marketing e um dos sócios do Buzzero, a ideia era valorizar  aqueles que queriam compartilhar conhecimento. “Já via na internet pessoas que contribuíam voluntariamente com o conteúdo de sites, como o Wikipédia. Não importa a profissão ou formação, todos têm algum tipo de conhecimento e podem ser autores do Buzzero e receber por isso”, explica.

Eduardo Franco, técnico em segurança do trabalho em Belo Horizonte, é um dos que descobriram o potencial do site. Ele, que já foi aluno do curso de primeiros socorros do Buzzero, hoje é professor dos cursos segurança em altura, segurança em laboratórios químicos e direção defensiva. A partir de R$ 19,90 é possível ter acesso ao seu material on-line. “Respondo às dúvidas dos alunos nos fins de semana. Estou recebendo cerca de R$ 200 por mês referente às matrículas. Pretendo dar  mais cursos de segurança do trabalho, mas antes planejo fazer alguns de informática no próprio site para aprimorar o layout e ferramentas de interação do meu material”, afirma o técnico.

O site oferece 50% do valor total das vendas finalizadas como comissão de direitos autorais e curso grátis de aprimoramento para os autores. Há também a facilidade de hospedagem dos cursos sem nenhum ônus e a liberdade para os autores estipularem os valores de seus produtos. Para os internautas, há a opção de ver 25% do conteúdo, antes do pagamento do curso.

O diretor Robson Catalan conta que existem hoje 1.403 cursos disponíveis no Buzzero (100 deles gratuitos) e que eles procuram eliminar barreiras para quem quiser oferecer  seus cursos para o público. “O formato é sempre em arquivo de power point e após 20 minutos que o autor nos envia, o material já está disponível na rede. Para garantir a qualidade do conhecimento, há uma nota de 0 a 5 dada pelos próprios alunos e a possibilidade de fazer comentários livres, que podem ser vizualizados”, detalha Robson. Quanto melhor avaliado, mais chance do curso se destacar no site.

Para Robson, há uma praticidade nos cursos on-line, que faz com que eles sejam muito procurados. “Há temas específicos,  que seriam difíceis de encontrar em escolas, já que elas privilegiam cursos com maior demanda. No site, se houver uma matrícula, a pessoa tem acesso ao material de estudo. Pessoas de todas as idades e faixa de renda podem ser alunas”, acrescenta o diretor.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2010/10/28/interna_tecnologia,188806/aprendizado-a-um-clique.shtml

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