A arte é suprema, o artista nem tanto!

Nascida de uma farra popular, semelhante ao nosso carnaval, (as procissões dionisíacas) na Grécia, por volta do ano 600 a.C., a profissão de artista de teatro transformou-se na mola propulsora de uma poderosa e bilionária indústria de entretenimento, cujo volume é absolutamente imensurável. Há, no entanto, quem arrisque um palpite de que o patrimônio mundial construído a partir da arte teatral – teatro, circo, ópera, cinema, televisão e agora também internet  – seria algo em torno de dez vezes o PIB americano em tempos de crescimento. O certo mesmo é que ao longo desses mais de dois mil e seiscentos anos, a magia dessa arte encantou majestades, intelectuais e plebeus em todos os recantos do mundo, imortalizou gênios, enriqueceu muitas pessoas, massageou egos, criou grandes polêmicas, foi o centro de grandes escândalos, mas a arte sempre se manteve intacta, inabalável, suprema. Os artistas perecem a arte continua. Nesse dia destinado a homenagear os artistas do teatro vamos promover uma grande festa interior, nossa própria dionisíaca e prestar uma justa homenagem a nós mesmos pelo sincero desejo de fazer arte, que significa manifestar a essência da natureza humana para estabelecer o contato de terceiro grau entre seres que jamais se encontraram fisicamente como Aristófanes, Téspis, Charles Chaplin, Marylin Monroe e eu.

Dionísio o deus do vinho, da alegria e do prazer

Dionísio o deus do vinho, da alegria e do prazer

 

Texto de Ney Ferreira, autor do Buzzero.com, em comemoração ao Dia do Artista de Teatro (19/08)

 

Veja os Cursos relacionados à arte do autor Ney Ferreira em:

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